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Lançamento do Primeiro Padrão Global para Medição de Emissões de Gases de Efeito Estufa de Cidades

08.12.2014

 

WRI, C40 e ICLEI estabelecem Primeiro Padrão Comum para Medir e Reportar Emissões de Gases de Efeitos Estufa das Cidades

LIMA, PERU (8 de Dezembro, 2014) — O World Resources Institute (WRI), o Grupo C40 de Liderança Climática das Cidades (C40) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI) apresentaram no dia 8 de dezembro o primeiro padrão amplamente aceito para medição e relatoria das emissões de Gases de Efeito Estufa das Cidades, em um evento da COP20 que contou com a participação de Prefeitos e Oficiais de Cidades de todo o mundo. O Protocolo Global para Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Escala da Comunidade (GPC - Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories) usa uma estrutura robusta e clara para instaurar práticas confiáveis de apuração e relatoria das emissões, dessa forma ajudando as cidades a desenvolver uma base de dados, estabelecer metas de mitigação, criar planos de ação climática mais precisos e acompanhar seu progresso ao longo dos anos. Usando o GPC, as cidades também poderão reforçar a integração vertical dos dados reportados com outros níveis de governo, assim otimizando as chances de acesso a financiamento climático local e internacional.

As cidades são parte integrante do esforço global para enfrentar as mudanças climáticas, mas lhes faltava um método consistente e transparente para medir e reportar emissões de gases de efeito estufa (GEE) - até agora. Mais de 100 cidades ao redor do mundo agora usam versões beta do GPC para contabilizar suas emissões, incluindo 35 cidades que guiaram a padronização ao longo do último ano. As 100 cidades usando o GPC representam mais de 1.1 Gigatoneladas de emissões de Gases de Efeito Estufa e suas populações somam mais de 170 milhões de pessoas, o que é comparável às emissões e população total do Brasil.

“Se queremos inverter a maré contra as mudanças climáticas, as cidades precisarão liderar o caminho. Cidades compactas e eficientes podem reduzir dramaticamente as emissões, e encorajar o crescimento de economias inovadoras e sustentáveis,” afirmou o Dr. Andrew Steer, Presidente e CEO da WRI. “Até pouco tempo não havia um modo consistente de medir as emissões no nível de cidades. Agora, isso mudou. Agora temos um padrão comum internacional para informar estratégias de redução de emissões e criar cidades melhores, mais habitáveis.”

As metodologias de inventários usadas até então pelas cidades variam consideravelmente, levantando questões sobre a qualidade dos dados e limitando a possibilidade de conciliar os dados de emissões locais e subnacionais. Com o GPC, no entanto, se exige que as cidades calculem e relatem um inventário compreensivo de emissões de gases de efeito estufa seguindo os mesmos princípios de cálculos estabelecidos pelas Diretrizes para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa do IPCC/2006 (2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories).

O GPC também apoia o Compacto de Prefeitos, a maior cooperação e esforço mundial entre cidades para reduzir emissões de GEE, acompanhar progressos e preparar-se para impactos das mudanças climáticas. O Compacto – apoiado pelas mais relevantes redes globais de cidades – adotou o GPC como parte de suas principais atividades para aumentar a ambição e qualidade dos inventários de emissão de GEE das cidades. Usando o GPC, as cidades podem reportar suas emissões através do Registro Climático Carbonn, o banco de dados central designado pelo Compacto, e também através de outras plataformas existentes para relatoria, como a do CDP.

“O Compacto de Prefeitos que lançamos na Cúpula Climática da ONU está chamando atenção para o poderoso trabalho realizado pelas cidades no combate às mudanças climáticas e ajudando-as a progredir” disse Michael R. Bloomberg, Emissário Especial da ONU para Cidades e Mudanças Climáticas e também Presidente da Diretoria do C40. “O sistema padronizado do GPC para medir e reportar emissões é um componente crítico do Compacto. Vai auxiliar as cidades a ver quais estratégias climáticas estão funcionando, melhorar o foco de seus recursos e responsabilizar-se pelos resultados. Quanto mais cidades aderirem ao Compacto e ao GPC, maior será o impacto.”

“Desenvolver um inventário de emissões de gases de efeito estufa permite que os líderes das cidades gerenciem seus esforços para redução de emissões, destinem seus recursos e desenvolvam planos de ação climáticos compreensivos.” Disse o Presidente do C40 e Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes. “Com o lançamento do GPC, as cidades agora têm uma metodologia consistente, transparente e reconhecida internacionalmente para medir e reportar as emissões municipais, permitindo comparações confiáveis e a integração entre prazos e fronteiras geográficas. Encorajo fortemente que cidades de todo o mundo juntem-se ao Compacto de Prefeitos e adotem este novo padrão como um passo fundamental na luta global contra mudanças climáticas.”

Gino Van Begin, Secretário Geral do ICLEI atesta: “Como uma rede de cidades global nós apoiamos governos locais com orientação técnica e prática e conduzimos a defesa climática em seu nome em diversos fóruns internacionais. Fazemos isso para guiar suas ações climáticas locais e atingir objetivos ambiciosos. Este novo Protocolo é um dos documentos mais estratégicos lançados esse ano para apoiar governos locais no mundo. Esperamos que todos os governos locais usem o GPC e reportem de acordo com este novo padrão.”

WRI, C40 e ICLEI – com auxilio do Banco Mundial, ONU-HABITAT e PNUMA – desenvolveram em conjunto o GPC ao longo dos últimos três anos.. O processo incluiu o engajamento de 29 membros de um comitê consultivo, mais de 200 partes interessadas, 35 cidades-piloto e workshops em Pequim, São Paulo, Jacarta, Nova Déli e Dar es Salaam.

Experiências reais das cidades-piloto integram o primeiro Protocolo GPC completo lançado hoje, inclusive: 

• Guangdong, China, está usando o GPC para analisar as tendências em suas emissões de GEE e desenhar um roteiro rumo ao ápice de suas emissões. A WRI Chinesa oferece treinamento e consultoria técnica para Guanzhou para aplicar o GPC.
• Rajkot, Índia e sete outras cidades indianas – lar de quase 11 milhões de habitantes – prepararam seus primeiros inventários de GEE usando versões beta do GPC. As diretrizes do GPC auxiliaram Rajkot (uma das cidades-piloto do GPC) a planejar e implementar ações para atingir a meta de 14% de redução na emissão de CO2 até 2016 (com base no ano de 2011)
• Rio de Janeiro, Brasil, conduziu inventário de GEE para 2005 e 2012 com parte do programa piloto do GPC. Com os resultados, Rio implementou uma série de projetos de transporte, gestão de resíduos, florestais e de eficiência energética com baixas emissões. Até o momento, essas ações evitaram 378.000 toneladas de emissões de CO2.
• Cidade de Wellington, Nova Zelândia, participou do programa piloto do GPC para desenvolver um inventário de GEE para a região da Cidade de Wellington, que engloba outras 7 cidades, como parte de seu novo plano de ação para mudanças climáticas, para reduzir as emissões de GEE em 30% até 2030 e 80% até 2050 (baseado em níveis de 2001).
• Johanesburgo, África do Sul, conduziu seu primeiro inventário de GEE a nível de cidade usando o GPC para estabelecer uma base no ano de 2007. As emissões totais de gases de efeito estufa foram estimadas em 26,5 milhões de toneladas de CO2 71% provenientes do uso de eletricidade. Johanesburgo agora usa estas evidências na criação de um plano de ação climático detalhado.

Avançando, WRI, C40 e ICLEI vão organizar workshops em cidades do mundo inteiro para treinar funcionários públicos em como utilizar o GPC com eficiência para atingir suas metas climáticas. Este programa será apoiado pelo Banco Mundial. Além disso, o Centro WRI Ross Para Cidades Sustentáveis usará o GPC para ajudar a implementar soluções de baixo carbono nas cidades. O projeto Uban-LEDS vai auxiliar as primeiras cidades em economias emergentes a apresentar relatórios em conformidade com o GPC.

Para mais informações, visite: ghgprotocol.org/city-accounting.


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O Instituto de Recursos Mundiais é uma organização de pesquisa global que abarca mais de 50 países, com escritórios nos Estados Unidos, China, Índia, Brasil e outros. Nossos mais de 450 especialistas e funcionários trabalham junto a líderes para transformar grandes ideias em ações para sustentar nossos recursos naturais – a base para oportunidades econômicas e bem-estar da humanidade. www.wri.org

O Grupo C40 de Liderança Climática das Cidades (C40) é uma rede de cidades grandes e engajadas ao redor do mundo, comprometidas na implementação de ações climáticas locais significativas e sustentáveis, que ajudaram a combater as mudanças climáticas no âmbito global. O C40 foi estabelecido em 2005 e expandiu através de uma parceria em 2006 com a Iniciativa Climática do Presidente William J. Clinton (CCI). O atual Presidente do C40 é o Prefeito Eduardo Paes; O Ex-Prefeito da Cidade de Nova Iorque Michael R. Bloomberg ocupa o cargo de Presidente da Diretoria. www.c40.org/

ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI) é a maior rede mundial de cidades, com mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades comprometidas com a construção de um futuro sustentável. Nós ajudamos nossos membros a tornarem suas cidades sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis - atingindo mais de 20% da população mundial em 88 países. www.iclei.org/

O Protocolo de Gases de Efeito Estufa é uma colaboração global liderada pelo WBCSD e WRI. Proporciona a base para estratégias climáticas sustentáveis e organizações mais eficientes, resilientes e lucrativas. Os padrões do Protocolo GEE são as ferramentas para medição, gerenciamento e relatoria de emissões de GEE mais utilizadas. www.ghgprotocol.org

 
 
 
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