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Cidades sul-americanas apresentam suas ações para enfrentar impactos das mudanças climáticas na COP23

Bruna Cerqueira, Gerente de Relações Institucionais do ICLEI, abre a sessão do Pacto Global de Prefeitos na América Latina, no Pavilhão de Cidades e Regiões da COP23.
Maurício Guerra, Secretário Executivo de Sustentabilidade, fala sobre a experiência de Recife.
Paula Brufman, de Buenos Aires.

20/11/2017*

Buenos Aires, Recife e Campinas têm várias coisas em comum. Todas são grandes cidades da América Latina lidando com os impactos das mudanças climáticas, que vão desde secas até períodos de intensas chuvas e inundações.

Elas também compartilham um forte compromisso de tomar medidas para enfrentar a questão climática. Essas cidades estão comprometidas com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, o que significa que fazem parte de uma aliança internacional de cidades e governos locais que realizam ações voluntárias para construir uma sociedade de baixo carbono e resiliente. Essas três cidades estavam juntas na COP23, em Bonn, para contar suas histórias e mostrar como cidades comprometidas com o Pacto Global de Prefeitos estão promovendo a ação climática e a sustentabilidade na América Latina.

Buenos Aires, na Argentina, está agindo em várias frentes para atingir seu objetivo de ser neutro em carbono até 2050, no mais tardar. A cidade criou sua primeira agência de energia e apresentou políticas e medidas concretas para a eficiência energética. Ao mesmo tempo, a capital argentina estabeleceu uma lei de lixo zero com metas concretas para recuperar materiais recicláveis. Ao fazê-lo, a cidade não só trouxe uma mudança radical na gestão de resíduos, mas também criou novas oportunidades de emprego.

O congestionamento em Buenos Aires continua a ser um problema, mas a cidade está conseguindo avanços para melhorar as rotas de ciclismo e o transporte sustentável, garantindo que haja um sistema robusto de ônibus e metrô que conecte os passageiros até o centro da cidade.

Recife, no Brasil, está avançando sobre a ação climática por meio de uma combinação de instrumentos políticos, engajamento da sociedade civil e intervenções técnicas. A cidade está melhorando seus sistemas de água, reduzindo a temperatura da superfície e enfatizando projetos de infraestrutura verde para transformar a área. Essas ações decorrem de uma realização política há vários anos que a cidade poderia se transformar e se planejar para os impactos reais e já em curso das mudanças climáticas.

Campinas, no Brasil, está realizando mudanças abrangentes. A cidade está restaurando vegetação e melhorando os sistemas de água e saneamento. Eles também estão criando 189 km de rotas de bicicleta e já implantaram 30km. Além disso, estão desenvolvendo novos parques e áreas verdes em toda a cidade. Campinas também tem planos para melhorar o saneamento na cidade, proporcionando acesso universal, bem como um sistema de gerenciamento e tratamento de lodo.

Essas cidades estão fazendo sua parte para avançar seus objetivos, porém poderia avançar ainda mais com melhor acesso a financiamento. Este é, para muitas cidades, um dos maiores desafios que enfrentam quando se trata de implementar políticas públicas.

 

*Tradução de texto publicado no CityTalk Blog, do ICLEI. Acesse o conteúdo original em inglês. Artigo baseado nas discussões de sessão realizada na COP23, no dia 14 de novembro, com a participação de Maurício Guerra, Secretário Executivo de Sustentabilidade da Prefeitura do Recife, Rogério Menezes, Secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Paula Brufman, de Buenos Aires, Ligia Castro, Diretora Corporativa de Meio Ambiente e Mudança Climática do CAF, e Cristiana Fragola, Diretora de Parcerias e Relações Governamentais do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia.

 
 
 
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